Neymar voltou a ser ausência no treinamento da seleção brasileira em Morristown, Nova Jersey, a poucos dias da estreia contra Marrocos, no sábado (13). O atacante, de 34 anos, ainda cumpre reabilitação de uma lesão de grau dois na panturrilha sofrida em maio, e a CBF já considera certa a sua baixa para a primeira rodada do grupo.
Apesar da ausência do principal nome do ataque, o ambiente de trabalho seguiu normal: os jogadores fizeram uma homenagem ao técnico Carlo Ancelotti pelo 67º aniversário, com uma guarda de honra que teve até brincadeira de Raphinha sobre o momento mais brando do que o costume.
Do ponto de vista prático, a indisponibilidade de Neymar força escolhas e ajustes. Sem o camisa 10, a seleção perde profundidade e uma referência de criação, o que aumenta a importância de opções como Raphinha e outros atacantes para manter a fluidez ofensiva e a transição rápida que Ancelotti espera.
Comentaristas que acompanharam o treino apontaram otimismo contido: avaliam que o elenco tem talento e condição física para competir, mas ressaltam que o técnico tende a adotar cautela tática contra um Marrocos que foi semifinalista na última Copa. Não há, por ora, indicativo público sobre a presença do jogador nas partidas seguintes contra Haiti e Escócia.
A equipe segue concentrada no MetLife Stadium, em East Rutherford, enquanto a comissão técnica trabalha alternativas de formação. A dúvida sobre Neymar transforma-se em tema central da preparação: além do aspecto esportivo, a ausência do craque altera também o discurso de favoritismo que cerca o Brasil.