Foi um roteiro improvável o que marcou a manhã deste domingo na Neo Química Arena. Em sua última partida antes da expectativa de convocação de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo de 2026, Neymar teve momentos de emoção — entrou em campo acompanhado da família e se emocionou no hino — e terminou o jogo revoltado no banco, após a derrota do Santos por 3 a 0 para o Coritiba.
Em campo, o camisa 10 participou com três finalizações, uma delas de cabeça, e quase marcou em defesa de Pedro Rangel. Segundo o registro, foi quem mais sofreu faltas (quatro) e também quem mais errou passes: 12 de 40. Envolveu-se em atritos com Breno Lopes, autor de dois gols e protagonista de provocações that tensionaram o confronto; o árbitro Paulo Cesar Zanovelli chegou a tentar apaziguar os ânimos.
O episódio decisivo, porém, foi operacional: Neymar sentiu a panturrilha esquerda, recebeu atendimento na beira do campo e se preparava para retornar. O quarto árbitro, porém, exibiu a placa anunciando Robinho Júnior no lugar do camisa 10 — e a substituição foi consumada. Neymar, revoltado, tentou voltar, mostrou ao árbitro o papel com a informação sobre Escobar como o substituído e acabou punido com cartão amarelo, gerando discussão generalizada com a equipe de arbitragem.
O erro expõe falha clara na comunicação e no protocolo de substituições, num momento em que o jogador disputa espaço entre os convocáveis para o Mundial. Além do desconforto imediato — e da derrota do time — a cena levanta dúvida sobre controle técnico e operacional em jogos decisivos. Para o Santos resta o resultado e a necessidade de ajustar procedimentos; para Neymar, o episódio vira capítulo incômodo às vésperas da lista final.