Neymar foi substituído por engano na derrota do Santos por 3 a 0 para o Coritiba, neste domingo, na Neo Química Arena. O atacante recebeu massagem na panturrilha fora de campo quando o quarto árbitro ergueu a placa indicando a saída do camisa 10 e a entrada de Robinho Júnior. A mudança foi registrada aos 19 minutos do segundo tempo; Neymar tentou retornar e acabou advertido com cartão amarelo.

Na zona mista, o jogador relatou que inicialmente pediu para sair por sentir dor, mas mudou de ideia durante o atendimento e aguardava o reinício para voltar. Mostrou um bilhete que, segundo ele, havia sido entregue ao quarto árbitro com informação diferente. Neymar criticou a decisão e questionou por que o registro em papel não refletiu o combinado entre a comissão técnica e o clube.

César Sampaio, responsável pelo trâmite das substituições no Santos, afirmou que havia comunicado ao quarto árbitro a troca prevista entre Juninho e Escobar e pedido para aguardar a definição sobre Neymar. Segundo Sampaio, o árbitro se precipitou com o papel nas mãos e concretizou a alteração, impedindo o retorno do atacante e desorganizando a gestão de atletas em um jogo já adverso.

O episódio ressalta falhas de comunicação e protocolos na área técnica e de arbitragem: uma placa com informação divergente transformou um atendimento médico em exclusão do jogador por procedimento. Além do prejuízo tático imediato, o cartão por tentativa de retorno e o desgaste público em torno do lance devem alimentar debate sobre conferência de substituições e o papel do quarto árbitro em decisões essenciais.