Mesmo sem condições para entrar em campo, Neymar foi a grande atração do amistoso entre Brasil e Panamá no Maracanã. O camisa 10, vetado por uma lesão de grau 2 na panturrilha direita, recebeu aplausos e cantos da torcida já no aquecimento e permaneceu no banco durante a goleada por 6 a 2.

Após o apito final, o craque voltou ao centro do gramado e atendeu a pedidos: posou para fotos com diversos jogadores panamenhos, que formaram fila para registrar o encontro. Vini Jr. também foi tietado pelos atletas adversários, outro sinal do peso da dupla na visibilidade da seleção.

O amistoso marcou a despedida do elenco antes do embarque para a Copa do Mundo, com viagem prevista para esta segunda-feira e um amistoso remanescente contra o Egito, em Cleveland, no dia 6. A estreia brasileira na competição é no dia 13, contra o Marrocos, em Nova Jersey. Enquanto isso, Neymar segue em tratamento com a expectativa de estar à disposição do técnico Carlo Ancelotti já na fase inicial do torneio.

A presença pública do atacante, mesmo sem condições de jogo, reforça seu papel central dentro e fora de campo — atrai público e imprensa —, mas também levanta questões sobre a prudência de expô‑lo durante a recuperação. Cabe à comissão técnica equilibrar o valor simbólico da sua aparição com o cuidado necessário para evitar agravar a lesão às vésperas da Copa.