A chegada de Philippe Coutinho ao Santos foi encurtada por uma articulação pessoal: Neymar recebeu o meia no CT do clube e teve papel ativo na negociação. Amigos desde as categorias de base da seleção, eles vão dividir o mesmo clube pela primeira vez na carreira, pelo menos até o fim do ano.
O acerto com Coutinho saiu após contatos diretos do camisa 10 santista, que buscou convencer o jogador a retornar ao futebol brasileiro depois de sete meses sem clube. Além do apelo pessoal, a empresa da família de Neymar ajudou o clube a superar o transfer ban e viabilizar a contratação, na esteira de outras chegadas como Arthur, Rodinei, Lima e Everton Cebolinha.
A recepção no CT deixou evidente a proximidade entre os dois, construída desde as seleções de base e reforçada por passagens conjuntas na seleção adulta, inclusive nas Eliminatórias e no Mundial de 2018. Apesar da empolgação, o período de convívio pode ser curto: Neymar tem limitação física após lesão e Coutinho ainda precisa recuperar ritmo — o contrato do meia é de três meses, até o início de dezembro, enquanto o vínculo do camisa 10 vai até o fim do ano.
Do ponto de vista prático, a dupla pode aparecer nas rodadas finais do Brasileirão e em possíveis fases seguintes da Sul-Americana, caso o Santos avance no confronto contra o Atlético-MG. No curto prazo, a chegada tem efeito imediato de imagem e eleva as expectativas; no médio prazo, o impacto esportivo dependerá de condicionamento físico, entrosamento e do tempo limitado dos contratos.