A NFL informou aos clubes, por memorando datado de 7 de setembro, que proibirá a exibição de ângulos distintos nos telões dos estádios durante chutes de field goal e pontos extras. A diretiva obriga que o conteúdo exibido ao fundo das balizas use o mesmo ângulo geral de câmera — ou uma imagem estática idêntica — para os dois times, regra pensada para assegurar condições uniformes na hora do chute.

A mudança foi desencadeada por um post viral do analista Ryan Paganetti, que afirmava ter identificado uma prática recorrente em transmissões do New England Patriots: o telão mostraria um ângulo invertido do lance apenas quando o adversário se preparava para chutar, criando uma ilusão óptica com múltiplas traves. Paganetti, que compilou imagens de partidas entre 2000 e 2023, viu sua publicação atingir milhões de visualizações e provocar reação da liga.

Até então a legislação da NFL permitia ou uma imagem estática ou uma visão geral (lateral alta ou endzone) no telão, sem detalhar a simetria entre as equipes. Com a nova orientação, dirigentes foram avisados de que infrações podem acarretar punições. A alteração reconhece que kickers dependem de referências visuais e que diferenças sutis nas telas podem interferir no desempenho e na percepção de igualdade competitiva.

Além do efeito prático, a medida tem impacto reputacional: os Patriots já foram alvo de grandes polêmicas, como o Spygate (2007) e o Deflategate (2015), episódios que moldaram a imagem do clube como operador no limite das regras. A retificação da NFL reduz uma brecha que permitia vantagem tangível em momentos decisivos e mostra que a liga está atenta ao equilíbrio entre inovação tecnológica e justiça esportiva.