A seleção espanhola pode entrar em campo sem Nico Williams nas oitavas de final da Copa do Mundo, marcada para a próxima quinta-feira contra a Áustria. Exames médicos apontaram que o atacante sofreu, na avaliação da equipe, uma distensão muscular que decorre de sobrecarga, afastando-o dos treinos imediatos e deixando a comissão técnica em dúvida sobre sua escalação.

A lesão foi atribuída à entrada por trás de Nico de la Cruz no jogo contra o Uruguai, lance que o próprio Williams qualificou como evitável e desnecessário. O jogador, que teve cinco problemas físicos ao longo da última temporada no Athletic Bilbao, expressou incômodo na partida e nas redes, mas a federação tratou de confirmar a natureza muscular do desconforto.

O técnico Luis de la Fuente procurou relativizar a reação do atleta, afirmando que o episódio foi pontual e que, após conversa no vestiário, Williams retomou a normalidade no convívio com o grupo. A declaração ressalta a tentativa da comissão técnica de evitar que o impasse emocional se transforme em crise interna, mas não remove a incerteza sobre a alternativa tática caso o atacante não esteja disponível.

Além do impacto esportivo imediato — a necessidade de ajustar o setor ofensivo para medir a Áustria —, o caso reacende preocupação sobre a frequência de lesões do jogador. Se confirmado o desfalque, a Espanha terá de recompor o ataque em um momento decisivo do torneio, com possível revezamento entre opções de velocidade e mobilidade no setor ofensivo para manter a fluidez do time.