Nico Williams teve papel decisivo na conquista da Espanha na Copa do Mundo: embora tenha passado boa parte do torneio como opção no banco, o atacante entrou na final contra a Argentina e serviu Ferran Torres para o gol que deu o título. O passe saiu na prorrogação, no momento em que a seleção espanhola mais pressionava, e fechou o 1 a 0 em Nova Jersey.
A trajetória até ali não foi linear. Na última temporada pelo Athletic Bilbao ele sofreu cinco contusões e, já na fase de grupos, voltou a se machucar — totalizando seis intercorrências que ameaçaram sua participação. Nos meses anteriores ao Mundial, lidou com uma pubalgia que o tirou quase dois meses e ainda sofreu dores na coxa que o afastaram por mais tempo às vésperas do torneio, mas recebeu a convocação e seguiu na preparação.
Durante a Copa, Williams atuou com cautela: entrou em poucas partidas, não jogou contra a Áustria e só passou a ter mais tempo em campo nas fases decisivas. Na final, ficou 45 minutos em campo e, apesar de alguns erros, apareceu no lance certo. A seleção espanhola dominou a partida com 65% de posse e 20 finalizações entre tempo normal e prorrogação — indicativos do controle que resultou no título.
Mais que a assistência, o capítulo de Williams reforça duas leituras: a persistência de um jogador que resistiu a lesões repetidas e a capacidade do técnico de confiar em rotatividade para alcançar o resultado. Para a Espanha, o gol confirmou um bicampeonato histórico; para Williams, transformou uma sequência difícil em um momento decisivo da carreira.