O Fluminense deixou a Libertadores nas semifinais ao ser derrotado pelo Palmeiras na disputa de pênaltis, depois de vencer por 1 a 0 o jogo de volta no Allianz Parque. A cobrança desperdiçada foi a de Nonato, que bateu antes de Hulk — uma ordem que o técnico Marcão assumiu e justificou como fruto de treino e confiança no jogador.
Marcão afirmou que Nonato vinha treinando bem e entrou na lista de cobradores com segurança, enquanto Hulk estava reservado para uma posição posterior na série. O treinador defendeu a escolha e destacou que, apesar do erro decisivo, Nonato teve participação importante na partida e foi um dos destaques do time durante os 90 minutos.
Além da explicação sobre pênaltis, o técnico fez uma avaliação tática do confronto: considerou que o Fluminense foi superior em três dos quatro tempos somados das semifinais e que a equipe cumpriu o plano de pressionar o Palmeiras e explorar espaços no terço final. Marcão elogiou a organização e a entrega do elenco mesmo diante da eliminação.
Sobre a gestão de minutos, ele justificou a entrada tardia de Wesley Natã pela necessidade de dosar energias diante de um adversário fisicamente forte e por priorizar jogadores mais acostumados a decisões de alto nível. Samuel, segundo o treinador, teve papel importante ao aproveitar a defesa palmeirense mais cansada e produzir o que se esperava na partida.
A eliminação confirma, porém, um custo esportivo que pesa sobre o clube: embora Marcão exalte a performance coletiva, a derrota nas penalidades destaca fragilidades na hora da definição e levanta questões sobre ordem de cobranças e profundidade do elenco para decisões em mata‑mata.