O técnico da Noruega, Stale Solbakken, intensificou as críticas à Fifa depois que a entidade decidiu suspender a aplicação da pena a Folarin Balogun, condenado com cartão vermelho por uma entrada sobre Muharemovic. Para o treinador, a anulação fere o espírito da competição e cria um precedente que deixa jogadores e seleções em dúvida quanto à consistência das punições.
A cobrança vem na esteira da classificação norueguesa às quartas de final — um triunfo por 2 a 1 sobre o Brasil que confirmou o avanço do time de Solbakken. A presidente da federação norueguesa, Lise Klaveness, também exigiu explicações públicas da Fifa, classificando a reversão como uma infração séria às regras fundamentais do torneio e pedindo justificativa clara para uma medida extraordinária.
O lance que motivou o vermelho ocorreu aos 18 minutos do segundo tempo do duelo entre Estados Unidos e Bósnia, quando o árbitro Raphael Claus aplicou a expulsão após revisão do VAR. Pela regra da competição, o cartão vermelho implicaria suspensão automática por uma partida (artigo 10.5). Ainda assim, a Fifa usou previsão do seu Código Disciplinar (artigo 27) para suspender a execução da pena por um período probatório de um ano.
O caso ganhou contornos políticos depois que reportagens apontaram contato do então presidente dos EUA, Donald Trump, com Gianni Infantino, embora o presidente da Fifa tenha negado interferência. Enquanto isso, Balogun, artilheiro dos Estados Unidos na Copa, fica disponível para o confronto com a Bélgica — uma vantagem esportiva imediata para sua seleção. A controvérsia, porém, corrói a percepção de equidade nas regras e exige da Fifa maior transparência para evitar desgaste institucional.