Antes do apito inicial de Noruega x França, o treinador norueguês Stale Solbakken aproximou-se do banco francês e entregou flores ao auxiliar Guy Stéphan. O gesto foi uma demonstração discreta de solidariedade à família do técnico francês Didier Deschamps, que viajou de volta à França para acompanhar o funeral da mãe, Ginette Deschamps; a causa da morte não foi informada.

A iniciativa norueguesa ganhou destaque também porque, segundo o jornal L'Equipe, a Fifa havia rejeitado o pedido da Federação Francesa para que a seleção dos Bleus jogasse com braçadeiras pretas em homenagem. Em campo, as equipes cumpriram o minuto de silêncio decretado pela entidade pelas vítimas dos terremotos na Venezuela, que deixaram um balanço oficial provisório de 920 mortos e cerca de 2.980 feridos.

Com Mbappé presente na delegação francesa e Haaland na chegada da Noruega, o ambiente trouxe contraste entre o protocolo oficial e manifestações espontâneas de respeito. O veto às braçadeiras, reportado pela imprensa francesa, suscitou questionamentos sobre a flexibilidade da Fifa para autorizar sinais de luto em partidas amistosas, enquanto seleções e técnicos encontraram alternativas simbólicas para prestar condolências.

Mais do que uma formalidade esportiva, o episódio reforça como gestos simples — flores, abraços, segundos de silêncio — assumem peso em jogos internacionais. Em paralelo à homenagem a Deschamps, familiares e torcedores seguem acompanhando o desdobrar da tragédia na Venezuela, cujas estimativas de desaparecidos foram apontadas pela ONU como significativamente maiores do que os números oficiais.