A Noruega brindou a classificação ao mata-mata da Copa do Mundo com a mesma marca que virou símbolo de sua torcida: a remada viking. Depois da vitória por 3 a 2 sobre o Senegal, jogadores e comissão técnica sentaram no gramado e reproduziram a coreografia, enquanto a arquibancada acompanhava em uníssono.

O centro da celebração foi o meia Martin Ødegaard. Com um tambor e as baquetas, o capitão orquestrou os movimentos sincronizados que já vinham sendo repetidos em outros jogos. O gesto teve participação do elenco, incluindo Erling Haaland, e até do técnico Ståle Solbakken, que minutos antes correu para beijar a esposa após o apito final.

Com o resultado, a Noruega garantiu a vaga no mata-mata ao lado da França. A equipe ocupa o segundo lugar do Grupo I, com seis pontos, e volta a campo na sexta-feira, em Boston, às 16h (de Brasília), justamente contra os franceses, num confronto que decidirá a liderança do grupo.

Mais do que festa, a remada viking tem sido parte da identidade coletiva da seleção em 2026. Nos dias anteriores, torcedores e jogadores chegaram a tomar a Times Square em Nova York para comemorar o retorno ao Mundial após 28 anos. A coreografia no gramado confirma o momento político-emocional da equipe: confiança reforçada, mas desafio imediato pela frente para passar de fase com autoridade.