Durante a partida entre Iraque e Noruega, pelo Grupo I da Copa do Mundo, atletas noruegueses usaram coletes de resfriamento na pausa de hidratação interrompida pelo árbitro aos 23 minutos do primeiro tempo. A paralisação, prevista pelo protocolo da FIFA, dura três minutos e foi o momento escolhido para a aplicação dos coletes, cuja função é reduzir a temperatura corporal rapidamente.

A adoção do equipamento reflete a preocupação da delegação com o calor americano — um desafio para uma equipe oriunda de país nórdico, onde os verões raramente ultrapassam os 20°C. Nos treinos preparatórios em solo norte-americano, a comissão técnica chegou a registrar sessões sob forte calor em que jogadores tiraram as camisas, como parte da aclimatação e dos testes práticos.

Além dos coletes, o departamento médico da Noruega instituiu protocolos clínicos restritos: testes diários de urina para avaliar a hidratação e um regime de micção controlada para monitorar o equilíbrio hídrico dos atletas. São medidas preventivas com objetivo explícito de reduzir riscos de desidratação e queda de rendimento em campo.

A cena em Boston aponta para um problema maior de logística esportiva em Mundiais realizados em ambientes menos familiares a algumas seleções. Mais do que uma cena curiosa, os coletes sinalizam a necessidade de adaptação e preparação especifica — e testam a capacidade das comissões técnicas de manter desempenho sob condições climáticas adversas.