O Grêmio viveu uma noite de passado e presente na Sul-Americana: empate por 2 a 2 com o Montevideo City Torque que frustrou a chance de terminar em primeiro no grupo. O time mostrou reação no segundo tempo e contou com duas grandes defesas do goleiro para evitar uma derrota maior, mas não traduziu superioridade em controle do jogo.

O ataque teve lampejos — Gabriel Mec foi peça importante ao anotar gol e participar da construção ofensiva —, mas a equipe sofreu com a falta de intensidade após as substituições. Um dos jogadores converteu pênalti, mas, no jogo em movimento, o time pouco criou e desperdiçou chances claras no primeiro tempo.

Na defesa, houve atuações firmes do eixo central, mas também lapsos que custaram o primeiro gol: Salomón Rodríguez ficou livre em uma das jogadas e aproveitou falha na marcação. A montagem do meio-campo foi o principal nó: jogadores não conseguiram organizar a saída, e, quando foi preciso construir, complicaram as transições.

O técnico errou ao começar com Mec e Arthur no banco, segundo avaliação do jogo; as mudanças surtiram efeito parcial, mas não suficiente para garantir a vitória. O empate expõe a inconsistência do setor médio e acende dúvidas sobre alternativas táticas para as próximas partidas — sobretudo se o objetivo é classificação com segurança e recuperação da confiança da torcida.