O São Paulo começou bem, abriu o marcador, mas sofreu uma virada rápida do Athletico ainda no segundo tempo. O resultado expôs falhas claras em momentos decisivos e deixou o time com mais perguntas do que respostas para as próximas rodadas do Brasileirão.

Arboleda foi protagonista negativo: dominado por Viveros no lance que originou o primeiro gol, tocou de cabeça contra a própria meta — um erro capital na defesa. A atuação do equatoriano foi marcada por dificuldade nas disputas e falhas de posicionamento em momentos de pressão adversária.

No meio, Pablo Maia teve participação abaixo do esperado. Perdeu uma dividida que gerou o contra-ataque do Athletico e mostrou insegurança com a bola nos pés diante da marcação alta; um passe errado levou a uma situação que quase resultou em bola na trave. Também acabou recuando mal em outro lance e, ao desequilibrar-se depois de um contato, abriu espaço para o arremate que matou o jogo.

O técnico Dorival foi cobrado pela montagem do time: com ausência de um ponta de origem pela esquerda, o setor perdeu criatividade e amplitude. A opção por ter muitos atacantes agindo como segundos pontas não se traduziu em superioridade ofensiva e o time voltou do intervalo desligado, permitindo a virada em poucos minutos.

A situação física também preocupa: Tolói saiu lesionado ainda no primeiro tempo, o que reforça a fragilidade de um elenco que perdeu opções. O substituto conseguiu melhorar o flanco e fechou seu setor, mas o panorama geral aponta para a necessidade de ajustes táticos e de elenco. Com reforço Domingos Duarte sem possibilidade de registro imediata, o clube terá de administrar partidas decisivas com peças limitadas.