Aos 14 minutos do primeiro tempo em Vancouver, Finn Surman cabeceou para marcar o gol que abriu o placar na vitória do Egito por 3 a 1 sobre a Nova Zelândia. O festejo, porém, foi ofuscado por uma contestação técnica: segundo o consultor de arbitragem da Globo, PC Oliveira, a jogada que antecedeu o escanteio teve falta cometida por um zagueiro neozelandês, o que tornaria a finalização irregular.
A análise de Oliveira, baseada em imagens e no protocolo de revisão, aponta que o defensor Boxall derrubou um marcador egípcio antes que a cobrança fosse executada. Como a bola ainda não estava em jogo, o procedimento correto seria que o árbitro fosse chamado ao monitor pelo VAR para repetir o escanteio — o que não ocorreu. O árbitro em campo foi Omar Al Ali; o comando do VAR esteve sob Mohammed Khamid, dos Emirados Árabes Unidos.
Sem recomendação de revisão, o gol foi validado e entrou no placar: Nova Zelândia 1 x 3 Egito. O episódio volta a colocar em evidência a linha de atuação do VAR em lances prévios à cobrança de bola parada, especialmente quando a infração não é marcada em tempo real pelo trio na linha de fundo.
Além do impacto imediato no resultado e na tabela do Grupo G — que também tem Bélgica e Irã, com empate entre ambos em Los Angeles — a controvérsia renova o debate sobre consistência na aplicação dos protocolos. Para times e torcedores, decisões assim reforçam a exigência por transparência nos critérios que determinam quando o VAR entra em ação.