Gilmar Dal Pozzo completa um mês no comando do Sport em um momento de tensão: sem vitórias nas cinco partidas desde sua chegada e sem triunfos também nas últimas quatro de 2022, o treinador acumula um jejum de nove jogos. O saldo é uma campanha irregular que deixou o Leão fora do bloco de acesso na Série B.

Dentro da Ilha do Retiro, a cobrança se traduziu em vaias, xingamentos e protestos durante jogos — sintomas de impaciência de uma torcida que exige retomada imediata. Nas redes sociais, posts recentes do clube registraram maioria de comentários pedindo demissão, mas a reação popular não se converteu em mudança na gestão.

A diretoria optou por manter Dal Pozzo após uma reunião da cúpula do futebol, citando posicionamento de líderes do elenco e a expectativa de que reforços melhorem o desempenho. O clube tem negociações encaminhadas por goleiro, volante e meia, medidas que a gestão considera fundamentais para ampliar opções táticas.

Tecnicamente, as partidas do Sport sob Dal Pozzo foram alvo de críticas pela falta de resultados e por apresentações pálidas, especialmente como mandante: três dos cinco jogos foram na Ilha e nenhum terminou em vitória. O cenário remete às dificuldades da passagem anterior do treinador, elevando a tensão sobre prazos e objetivos.

A realidade é objetiva: o time ocupa a 10ª colocação com 29 pontos e tem duas semanas de preparação antes de enfrentar o Vila Nova, dia 8. A diretoria precisa transformar respaldo em resultados concretos ou estará sujeita a perder legitimidade diante da torcida, que já demonstra cansaço com a sequência negativa.