A troca do gramado sintético do Allianz Parque para 2026 trouxe uma mudança visível: a grama está mais verde, resultado de testes laboratoriais — mas a alteração vai além da estética. A cada dois meses, uma equipe avalia dimensões das linhas, altura das fibras e o comportamento da bola no campo, rotina que agora incorpora dados e relatos do próprio elenco.
O clube identifica diferenças técnicas importantes: o antigo piso havia perdido a 'memória' das fibras, o que acelerava o jogo e alterava a forma de dominar a bola. Ajustes na altura e na densidade devolvem controle ao atleta, permitindo variações de passe e dando mais segurança em rotações e aterrissagens. Jogadores já relatam satisfação com a rolagem e velocidade, consideradas adequadas e menos extremas que antes.
A decisão não é apenas técnica: Palmeiras combinou testes objetivos — rolagem, quique, tração da chuteira e força reativa do solo — com percepções subjetivas colhidas por questionários do Núcleo de Saúde e Performance. Em visita ao estádio, Rojer Antunes (WTorre), Alessandro Oliveira (Soccer Grass) e Daniel Gonçalves (NSP) detalharam a comissão que reúne gerentes, técnicos e engenheiros para chegar a um consenso sobre o padrão ideal.
O modelo adotado é participativo e contínuo: a manutenção da Soccer Grass e a administração da WTorre serão guiadas pelas medições e pelos relatos dos atletas. Há também pressão externa: o teste anual da FIFA pode reprovar o campo se deformações superiores a 1 cm forem detectadas, o que reforça a necessidade de vigilância permanente. No fim, a mudança altera características do jogo no Allianz Parque e amplia a responsabilidade operacional de quem administra o estádio.