A WTorre oficializou nesta sexta-feira (10/4) a venda dos naming rights do estádio do Palmeiras ao banco digital Nubank, encerrando mais de uma década em que a arena foi conhecida como Allianz Parque. Como parte da estratégia de lançamento, o próprio torcedor decidirá o novo nome em votação pública, com uma cédula por CPF.

O contrato firmado tem validade até 2044 — prazo que coincide com a escritura de superfície que permite à WTorre explorar comercialmente o espaço. A estimativa divulgada foi de cerca de US$10 milhões por ano (aproximadamente R$51 milhões), quase o dobro do que a Allianz vinha pagando no acordo assinado em 2013. A parceria anterior previa R$300 milhões por 20 anos e foi rescindida oito anos antes do término previsto.

Apesar do impacto financeiro imediato, o Palmeiras não participou diretamente das negociações: o modelo de gestão atual confere à WTorre a prerrogativa de explorar o estádio até o fim do contrato. O clube, porém, recebe parcela das receitas e, desde novembro, passou a ter direito a 15% dos valores dos naming rights. Em curto prazo, a operação amplia receita e visibilidade; em médio prazo, reforça debates sobre autonomia e gestão do patrimônio até a transferência total do controle ao clube em 2045.

A votação, que ocorrerá por meio de um site específico, terá três opções oficiais: Nubank Parque, Nubank Arena e Parque Nubank. A iniciativa busca envolver a torcida e dar legitimidade ao novo nome, mas não altera a distribuição contratual de receitas nem a responsabilidade pela exploração comercial da arena nos próximos 20 anos.