Aos 50 minutos do segundo tempo em Irã x Egito, Shojae Khalilzadeh marcou um gol nos acréscimos, comemorou efusivamente — tirou a camisa e até colocou óculos de sol —, mas a jogada foi revista pelo VAR e o tento acabou anulado por impedimento.
A decisão se baseou na Lei 11 das Leis do Jogo, que regula o impedimento. Na prática, a avaliação considera a posição em relação a dois adversários no momento em que a jogada se inicia; na maioria das partidas o goleiro é o último rival, o que pode dar a impressão de que basta mais um defensor de linha, mas a regra não se reduz a isso.
No caso do lance entre Irã e Egito, o fato de a bola ter rebatido em dois defensores egípcios não alterou a conclusão dos árbitros de vídeo: a participação ativa do atacante ocorreu em posição irregular. Para a equipe de arbitragem, o ponto de referência normalmente é o primeiro contato ou toque na jogada — salvo situações específicas envolvendo lançamento do goleiro, quando se considera o último contato.
A revisão do VAR nos acréscimos manteve, assim, o impedimento e anulou o gol, preservando o placar. Lances desse tipo reforçam como interpretações milimétricas da posição e do momento do passe podem decidir partidas e alimentar controvérsias sobre o uso e os limites do árbitro de vídeo.