A convocação de Guillermo Ochoa para a Copa do Mundo de 2026 tem origem direta em um infortúnio: a ruptura do tendão de Aquiles sofrida por Luis Malagón em 11 de março de 2026, pelo Philadelphia Union. O veterano arqueiro voltou a figurar como opção depois de meses sem espaço, foi chamado na Data Fifa de março e entrou na lista final do técnico Javier Aguirre.
Aos 39 anos, Ochoa chega ao que será o sexto Mundial da carreira — feito que o coloca ao lado de nomes como Lionel Messi e Cristiano Ronaldo entre os jogadores com mais edições disputadas. O status de ícone nas Copas contrasta, porém, com um currículo de clubes menos brilhante: quatro títulos em 23 temporadas, com destaque para os anos no América-MEX e a Copa da Bélgica com o Standard Liège.
No México, a reação à convocação é dividida. Parte da torcida trata Ochoa como herói por atuações históricas, especialmente em 2014; outra parcela guarda mágoa por erros cometidos no América e por falhas no jogo aéreo, apontadas como determinantes em eliminações como a semifinal contra o Toluca em 22/23. Memes e debates nas redes mostram que a figura do goleiro ainda provoca polarização.
A trajetória fora do país também teve episódios questionáveis, como a tentativa de transferência ao Burgos, em setembro de 2025, que terminou em polêmica quando o jogador recusou assinar após alegar alteração nos valores contratuais. Ochoa chega à Copa em clima misto: reconhecido pela história e por momentos decisivos, mas sem unanimidade entre torcedores e analistas sobre seu papel em campo.