Após o empate na Arena da Baixada, Odair Hellmann foi direto ao ponto sobre a presença de Léo Derik no elenco: a avaliação sobre utilizá‑lo em partidas é uma decisão técnica do treinador. O lateral ficou fora da lista de relacionados para o duelo com o Bragantino, mas segue participando dos treinamentos com o grupo, segundo o comandante.

A condenação em primeira instância imposta ao jogador — sentença de 13 anos de prisão por dois crimes de estupro, rubrica proferida pela juíza Taís de Paula Scheer, do 2º Juizado de Violência Doméstica de Curitiba — está registrada, e Léo Derik permanece em liberdade enquanto recorre. A Justiça também fixou indenização à vítima; a defesa informou que vai apelar da decisão.

No discurso público, Odair procurou separar as esferas: afirmou que há um posicionamento institucional do clube e que, no campo, ele é responsável pelas escolhas técnicas, sempre respeitando a hierarquia do Athletico. A situação, contudo, impõe ao clube um desafio de gestão — conciliar postura institucional, pressão externa e a rotina esportiva sem detalhar medidas internas.

No aspecto futebolístico, Odair avaliou que o time mereceu melhor sorte diante do Bragantino, com chances claras não convertidas e uma atuação coletiva intensa que pecou na finalização. O Furacão volta a campo no dia 24 de agosto, contra o Botafogo, pelo Brasileirão, em jogo que mantém a necessidade de definição técnica e gestão de um tema extracampo sensível.