Grêmio e Atlético abrem amanhã as semifinais da Copa do Brasil — e, a cada edição, a competição lembra sua capacidade de revelar surpresas. Ao longo da história surgiram clubes que chegaram às fases finais contrariando o favoritismo: Linhares, Brasiliense, Santo André, XV de Campo Bom (15 de Novembro), Ipatinga e Paulista estão entre essas histórias.
O Linhares foi talvez a primeira grande zebra: clube fundado em 1991, eliminou o Fluminense na estreia da sua trajetória histórica — dois empates que bastaram — e avançou até as semifinais de 1994, quando caiu para o Ceará. No Espírito Santo o clube brilhou localmente com quatro títulos estaduais (1993, 1995, 1997 e 1998), mas encerrou as atividades em 2002 após rebaixamento estadual.
O Brasiliense viveu dois grandes sustos ao futebol grande. Em 2002, já na elite nacional, eliminou Fluminense e Atlético-MG e foi à final contra o Corinthians, perdendo por 2 a 1 em São Paulo e empatando por 1 a 1 no Serejão. Em 2007 voltou a avançar até as semifinais, passando por Juventude e Cruzeiro antes de ser eliminado pelo Fluminense. Nas temporadas recentes o clube chegou a disputar a Série D e teve campanhas discretas no Candangão.
A edição de 2004 trouxe o Santo André como campeã improvável. O clube deixou Atlético-MG e Palmeiras pelo caminho, venceu o duelo com o Guarani e superou o XV de Campo Bom nas semifinais. Na final, empatou por 2 a 2 no Palestra Itália e venceu o Flamengo por 2 a 0 no Maracanã. O pequeno 15 de Novembro, de Campo Bom, também ganhou destaque naquele ano ao eliminar o Vasco em São Januário e depois parar justamente no Santo André; desde 2015 o clube não disputa competições oficiais.
Ipatinga, Paulista e outros emergentes também marcam essa lista de surpresas: campanhas pontuais que deram visibilidade nacional, mas que em muitos casos não significaram sustentabilidade a longo prazo. As trajetórias mostram como a Copa do Brasil pode projetar clubes menores por temporadas — e como manter esse nível competitivo é outro desafio.