A partida contra o Cruzeiro na Libertadores de 2018 reúne um elenco que seguiu caminhos bem distintos. Parte dos titulares virou moeda de troca no mercado internacional, outros se aposentaram cedo e um punhado retornou ao futebol brasileiro. Lucas Paquetá aparece como o único remanescente no Flamengo após rodar por Europa e Inglaterra antes de voltar à Gávea.
No setor defensivo e na meta, as trajetórias mostram saídas e recomeços. Diego Alves permaneceu no clube até 2022, foi para o Celta de Vigo e hoje se aposentou dos gramados; atua como gestor e embaixador. Rodinei também ficou até 2022, passou por empréstimo ao Internacional — quando foi expulso em jogo decisivo contra o Fla — e atualmente joga no Olympiacos. Léo Duarte, vendido ao Milan em 2019, viveu empréstimos e ganhou novo destino no Atlético-MG nesta temporada. Réver encerrou sua carreira em 2023 e hoje é auxiliar técnico no Red Bull Bragantino.
No meio-campo e ataque, os destinos variaram entre sucesso, lesões e gigadeslocamentos. Cuéllar deixou o clube em 2019 para a Arábia e, depois de breve retorno ao Brasil pelo Grêmio com dificuldades físicas, segue no Deportivo Cali. Diego Ribas jogou até 2022 e migrou para projetos fora de campo como empresário e podcaster. Éverton Ribeiro teve o vínculo encerrado em 2023 e agora atua pelo Bahia. Vitinho foi negociado em 2022, passou por clubes sauditas e hoje está no Corinthians, com jornadas atrapalhadas por problemas físicos.
O quadro é um retrato do mercado: exportações para Europa e Oriente Médio, aposentadorias e retornos domésticos desmontaram o núcleo que viveu o ciclo vitorioso. Para o Flamengo, a dispersão de peças importantes exigiu reconstrução e reposição de talentos; para os jogadores, sinalizou carreiras com altos e baixos, marcadas por lesões, adaptações e, em alguns casos, transições para funções fora de campo.