O supercomputador da Opta, referência em análise estatística no futebol, simulou cerca de 10 mil cenários e apontou França, Espanha, Inglaterra e Argentina como as seleções com maiores chances de avançar às semifinais da Copa do Mundo. A plataforma já vinha mostrando desempenho sólido: acertou seis dos oito classificados às quartas e tinha previsto 14 dos 16 vencedores na fase anterior.
O uso de modelos simulatórios reforça um ponto central sobre grandes torneios: eles identificam probabilidades, não decretam resultados. A Opta, por exemplo, já aplicou o mesmo método em competições de clubes — chegando a projetar o Paris Saint-Germain com 56% de chance de conquistar a Champions League, previsão que se confirmou na ocasião — e agora transfere essa abordagem para as fases decisivas do Mundial.
Outros levantamentos oferecem leituras distintas. A Escola de Matemática Aplicada da FGV atribuiu à Espanha 15,57% de chance de título e ao Brasil 4,68%, números que sinalizam avaliações mais conservadoras sobre o desempenho das seleções sul-americanas. Já estatísticas alternativas, como a atribuída ao chamado "Vidente das Copas", colocam Portugal em posição de maior probabilidade, mostrando divergência significativa entre modelos.
Do ponto de vista prático, as projeções colocam pressão sobre seleções tidas como favoritas e acentuam a urgência para times subestimados provarem-se em campo. Em fases eliminatórias, marginalidades e eventos isolados podem reverter qualquer tendência estatística — o que mantém aberto o motor dramático do torneio: números orientam a expectativa, mas a passagem às semifinais será decidida em 90 ou 120 minutos.