MORADORA de Uberaba e amiga de infância do técnico Pedro Leitão Brito, a empresária Lina Mangabeira acompanhou de perto a trajetória do homem hoje conhecido como Bubista — apelido ligado à Ilha de Boa Vista, onde nasceu. Em conversa com a TV Integração, ela celebrou a vaga inédita de Cabo Verde na Copa do Mundo e a performance da equipe, que empatou com Uruguai e Espanha e pode avançar ao mata‑mata com uma vitória sobre a Arábia Saudita.

Nascida em Angola, Lina mudou‑se com a família para Cabo Verde ainda na infância e teve contato diário com o futuro treinador quando ambos eram crianças. Ela recorda o menino concentrado no futebol, improvisando bolas com meias e dedicando‑se por inteiro ao jogo — traços que, segundo ela, se mantiveram em sua postura adulta e profissional.

Bubista atuou como zagueiro e representou a seleção cabo‑verdiana nas décadas de 1990 e 2000. Após encerrar a carreira de jogador, seguiu como treinador em clubes locais até assumir a seleção nacional em 2020. A ascensão do técnico, desde as peladas com bola de meia até comandar a equipe no maior palco do futebol, aparece agora como símbolo da persistência de um país de cerca de 550 mil habitantes.

Para Lina e para a comunidade cabo‑verdiana espalhada pelo mundo, o desempenho em campo tem efeito concreto: aumenta visibilidade, reforça orgulho coletivo e transforma a história pessoal de Bubista em emblema nacional. No futebol, como na política e na economia de pequenas nações, resultados em competição internacional podem abrir portas e alterar expectativas — e, para Cabo Verde, a próxima partida definirá se a campanha histórica seguirá para o mata‑mata.