O Paraguai saiu da Copa do Mundo após perder por 1 a 0 para a França, em jogo decidido por um pênalti convertido por Kylian Mbappé. A derrota encerra a campanha sul-americana nas oitavas, mas deixou sinais claros de que a seleção, embora jovem, sustentou uma estratégia defensiva organizada e resistiu bem à pressão do time que ocupa o topo do ranking da Fifa.
No lado individual, a notícia da partida foi Orlando Gill: o goleiro de 26 anos, que atua no San Lorenzo, recebeu pela segunda vez na competição o prêmio de melhor em campo. Mesmo diante da eliminação, ele fez pelo menos três defesas importantes ao longo do confronto e voltou a ganhar destaque por intervenções decisivas sob pressão.
Gill comentou depois do jogo sobre o orgulho pela campanha e a experiência coletiva. Ele ressaltou que, para muitos jogadores, a Copa foi a primeira e que enfrentar potenciais campeões representa aprendizado. Ao mesmo tempo, lamentou a marcação do pênalti que definiu o resultado — um episódio que acabou custando a continuidade do Paraguai no torneio.
A partida confirma duas leituras: a eficácia da compactação defensiva que levou o Paraguai além da fase de grupos e, por outro lado, a fragilidade de depender de uma única rua para ameaças ofensivas contra seleções de alto nível. Para Gill, a sequência de atuações de alto nível consolida um protagonismo pessoal e dá projeção ao grupo, que sai do Mundial com lições claras sobre consistência e experiência em jogos de pressão.