Oscar Schmidt, aos 68 anos, morreu em São Paulo. A família informou que o tricampeão nacional enfrentou por 15 anos um tumor cerebral, e que a causa imediata do óbito foi parada cardiorrespiratória. O corpo será cremado e a despedida será restrita à família, segundo comunicado oficial.
O atual tetracampeão do NBB, Sesi Franca, divulgou nota de pesar nas redes sociais, definindo Oscar como referência do esporte e lembrando o legado que deixa. A relação entre o ídolo e Franca foi marcada pela rivalidade: ainda no fim da década de 1970, quando defendia o Sírio, ele participou de confrontos decisivos contra o time da cidade; ao longo da carreira também atuou por Corinthians, Mackenzie, Bandeirantes e pelo Flamengo, onde encerrou a trajetória em 2003.
A memória do atleta não se limita às quadras: em 2023, Oscar se envolveu em polêmica ao qualificar Franca com expressão ofensiva durante participação em podcast. A declaração provocou reação na cidade e no clube; o então técnico Helinho Garcia disse ter ficado “triste e decepcionado”. Oscar pediu desculpas em seguida, afirmando que se referia a situações específicas dentro de jogo e elogiando a cidade.
Entre as homenagens e marcos, Oscar foi introduzido ao Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil em 2026 e é lembrado por opções que privilegiaram a seleção brasileira em detrimento de propostas internacionais. Sua trajetória deixa um legado esportivo amplo — e também episódios de atrito que fizeram parte da sua vida pública.