O Palmeiras desembarcou em Lima com uma preocupação clara: a baixa eficácia diante do gol. Em três jogos pela Conmebol Libertadores a equipe soma apenas quatro gols, apesar de 60 finalizações no total — um contraste com as campanhas mais contundentes dos últimos anos. O problema de pontaria também se repetiu no Brasileiro, no empate em 1 a 1 com o Santos, quando o time teve 19 finalizações e só três foram no alvo.

O adversário desta terça é o Sporting Cristal, às 19h (de Brasília), no estádio Alejandro Villanueva. O Verdão é segundo no Grupo F, com cinco pontos, atrás dos peruanos, que têm seis. A partida ganhou peso: uma vitória devolve ao Palmeiras a liderança e amplia o controle sobre a classificação; outro tropeço pode deixar o time até fora da zona de classificação, dependendo do resultado do confronto entre Cerro Porteño e Junior Barranquilla.

Na avaliação interna, a leitura vai de azar a necessidade de ajustes: o auxiliar técnico reconheceu que a correção da pontaria passa pelo trabalho no treino, com dias mais e menos assertivos, e o setorista-chef resumiu a sensação de quem vê a equipe dominar partidas e sofrer com finalizações desperdiçadas. Em Assunção, por exemplo, o time dominou grande parte do jogo contra o Cerro e acabou sofrendo um empate após um lance que contou com certo infortúnio.

Além dos números frios, há preocupação tática e mental. Mesmo na vitória contra o próprio Sporting Cristal, em São Paulo, o Palmeiras teve momentos de apuro antes do pênalti que definiu o placar. A combinação entre criação e aproveitamento segue como desafio. Nesta terça, em Lima, o resultado vale mais que o desempenho momentâneo: é a chance de recuperar confiança e resgatar a margem de segurança no Grupo F.