Paulinho voltou a jogar pelo Palmeiras neste sábado, entrando no segundo tempo do empate em 1 a 1 com o Santos e encerrando um período próximo de dez meses afastado. Em pouco mais de 20 minutos, o atacante somou dez passes certos e cometeu apenas dois erros, um sinal positivo em um retorno ainda em andamento.
O Núcleo de Saúde e Performance deixou claro que a inclusão do camisa 10 não implica disponibilidade automática para todas as partidas: a comissão técnica quer observar as reações do corpo após cada jogo, especialmente porque se trata da segunda cirurgia na perna direita. O auxiliar Vitor Castanheira destacou que o processo é evolutivo e que o clube não pretende precipitar a volta plena.
A decisão sobre a presença de Paulinho no próximo compromisso terá de ser tomada rapidamente — o elenco viaja para o Peru na terça-feira, para enfrentar o Sporting Cristal pela Libertadores. Há a opção de deixá‑lo no Brasil e garantir uma semana inteira de preparação para o jogo seguinte pelo Brasileiro contra o Remo, medida que favoreceria controle de carga e recuperação.
Do ponto de vista técnico e esportivo, a cautela reduz o risco de retrocessos, mas complica o planejamento de rodízio e opções ofensivas do treinador num calendário apertado. O plano do clube é usar maio para aumentar o ritmo do atacante sem forçar titularidade, com a pausa para a Copa do Mundo como uma janela final para consolidar a recuperação.