A ausência de Kate Tapia na lista do Palmeiras para a Libertadores Feminina chamou atenção ao ser divulgada à Conmebol: o clube justificou a exclusão por 'questão disciplinar', alegando que a goleira embarcou para a Colômbia antes da data combinada, após ter recebido autorização para tratar de assuntos pessoais envolvendo o pai. A competição será disputada em Quito, e as inscrições foram encaminhadas com a relação de 23 atletas.

Pelos relatos públicos, Tapia — 33 anos e titular do time — confirma ter pedido a viagem para resolver problemas familiares e diz ter solicitado apenas antecipar a ida em um dia para se reunir com a família antes de se apresentar à seleção colombiana, à qual foi convocada para amistosos. A jogadora também manifestou descontentamento pela forma como soube da decisão: comunicada pelo grupo do time, afirmou sentir-se surpreendida após quatro anos de vínculo e conquistas com o clube.

No campo esportivo, a ausência de Tapia altera a formação: Natascha deve assumir a condição de titular, com Ravena e Tainá como opções. O Palmeiras estreia no Grupo B contra o Universitario (Peru) na quinta (15), às 21h (de Brasília), ao lado de Belgrano (ARG) e Dragonas, do Independiente del Valle. A troca de peças na preparação pode afetar a rotina das goleiras e a confiança defensiva em uma competição de alto nível e jogos em sequência.

Além do impacto imediato na escalação, o episódio tem consequência administrativa e de imagem: o contrato da goleira vai até dezembro e a ruptura clama por gestão mais clara de comunicações internas. Para um clube que busca o bicampeonato continental, a escolha revela tensão entre disciplina interna e a necessidade de tratar situações pessoais com sensibilidade, sem, contudo, abrir mão da organização que um torneio internacional exige.