O Choque-Rei no Nubank Parque só mudou de cara quando o São Paulo ficou com um a menos: aos 39 minutos do primeiro tempo, Osorio foi expulso por falta dura em Piquerez e abriu espaço para o Palmeiras impor seu jogo. Até então, a equipe alviverde sofria para sair jogando com fluidez e teve o meio-campo de criação sobrecarregado, com Andreas Pereira recuando para tentar organizar a construção.

A vantagem numérica permitiu ao Verdão explorar cruzamentos e superioridade física: Murilo aproveitou bola aérea e abriu o placar antes do intervalo. No retorno do segundo tempo, Vitor Roque aproveitou a superioridade e fez o segundo gol, praticamente definindo o 2 a 0. Os números reforçam o domínio posterior: 15 finalizações e 55% de posse em todo o duelo.

Abel Ferreira, suspenso e ausente do banco, escalou força máxima — poupando apenas Barboza e Marlon Freitas por cartões — mesmo com a decisão da Libertadores na quarta-feira em Quito. A opção deu resultado imediato, mas o desempenho no 11 contra 11 expõe uma limitação tática: dificuldades na saída de bola e na criação que precisariam ser corrigidas antes do confronto em altitude.

Na tabela, a vitória devolve ao Palmeiras a liderança do Brasileirão, ao menos até o fechamento da rodada; o Flamengo entra em campo diante do Corinthians sabendo que precisa vencer para retomar a ponta. Mais do que a colocação provisória, o jogo deixa a impressão de que, apesar do resultado, o time depende de circunstâncias (expulsões, bolas aéreas) para definir clássicos — um ponto que pode pesar em decisões eliminatórias e na sequência exigente da temporada.