O Palmeiras transformou o Dérbi em uma tarde de controle absoluto e satisfação para a sua torcida. No Nubank Parque, o time venceu o Corinthians por 4 a 1, com uma combinação rara entre intensidade coletiva e precisão técnica que dissolveu a reação do rival desde cedo.

Abel Ferreira sacou uma surpresa na escalação: manteve a linha de três zagueiros, mas optou por Arias no lugar de Marlon Freitas. O ajuste permitiu mobilidade entre Murilo, Gómez e Barboza, com Lucas Evangelista e Andreas entrelinhas alimentando a construção e Vitor Roque oferecendo profundidade nas transições.

O placar nasceu de repertório diverso: jogadas trabalhadas em bola parada e aproximação entre setores. Barboza abriu, Giay ampliou em ação coletiva e o jogo ainda teve um gol contra e um tento do lateral argentino, que compuseram o 4 a 0 já no começo do segundo tempo. O Palmeiras terminou o primeiro tempo com 58% de posse e dez finalizações, e a defesa praticamente não foi ameaçada.

Mesmo sem assumir a ponta — porque o Flamengo também venceu — o resultado dá fôlego e sintonia ao Verdão às vésperas da semifinal da Libertadores contra o Fluminense. Para o Corinthians, a derrota expõe um momento crítico: troca de treinador, sequência negativa e vulnerabilidades táticas que exigem respostas imediatas da direção e do elenco.