O Palmeiras ficou no empate por 1 a 1 com o Santos, em partida realizada neste sábado em casa. Rollheiser abriu o placar no primeiro tempo e Flaco López igualou na etapa final. Nos acréscimos, um gol de Arias chegou a ser validado em campo, mas foi anulado após revisão do VAR por toque de mão, preservando o resultado.
A escalação do Palmeiras chamou a atenção: Allan e Sosa, habituais titulares, só entraram no segundo tempo. Sem Abel Ferreira à beira do gramado, o auxiliar Vitor Castanheira explicou que a opção por um trio de volantes — Lucas Evangelista, Marlon Freitas e Andreas Pereira — teve caráter tático, para perseguir e desorganizar a última linha do Santos, e também de gestão física diante do calendário apertado.
O time criou mais finalizações (19 a 13) e teve ocasiões para buscar a vitória, mas o empate e a decisão do VAR evidenciam limites de assertividade em momentos decisivos. A explicação de Castanheira sobre preservação de atletas aponta para um problema clássico de elenco: equilibrar rotatividade sem perder desempenho. A manutenção da liderança (33 pontos) reduz pressão imediata, mas não elimina o risco de desgaste em sequência de jogos.
O elenco terá pouco tempo para recuperação: na terça o Palmeiras viaja ao Peru para enfrentar o Sporting Cristal, e no domingo volta ao Brasileirão contra o Remo, em Belém. A comissão técnica precisa converter a gestão de minutos em resultados concretos, sob pena de ver a vantagem na tabela diminuir à medida que o calendário exige decisões mais rígidas sobre prioridade e rodagem do elenco.