O Palmeiras empatou em 1 a 1 com o Cerro Porteño, no Nubank Parque, e saiu com sensação amarga: abriu o placar com Flaco López, mas sofreu o empate nos acréscimos. O resultado obriga o time a vencer em Assunção para avançar às quartas sem depender de disputa por pênaltis, deixando a definição da vaga em aberto e transferindo a pressão para o jogo de volta.
Na entrevista coletiva, Abel Ferreira destacou que a equipe fez um “belíssimo jogo”, mas criticou a falta de eficácia diante das oportunidades — “seis ou sete” chances, nas palavras do treinador — e considerou a expulsão de Andreas Pereira excessiva, ao comparar a intervenção com outras faltas no jogo. O técnico também saiu em defesa do goleiro Carlos Miguel, reconhecendo a falha no lance do empate e assumindo a responsabilidade máxima pelo resultado.
O empate nos acréscimos expôs duas fragilidades que passam a ser foco: disciplina e definição. A expulsão deixou o time em desvantagem numérica já no segundo tempo, alterando o desenho tático, e a falha individual no último lance mostrou que a eliminação pode vir tanto por baixa eficácia quanto por erros pontuais. Abel ressaltou a normalidade humana dos equívocos, mas lembrou que, em mata-matas, margens de erro são pequenas.
Politicamente futebolístico, o empate amplia a necessidade de correções rápidas: o Palmeiras precisa ajustar a eficiência ofensiva e reduzir riscos disciplinares para a partida em solo paraguaio. A eliminatória segue aberta, mas a vantagem de decidir em casa foi perdida; levará para Assunção uma combinação de responsabilidade e cobrança por respostas claras em campo.