O Palmeiras encerrou a tentativa de repatriar Danilo. Depois de três ofertas recusadas pelo Botafogo e da entrada do volante no jogo contra o Vitória — fato que fez o jogador ultrapassar o limite de partidas para se transferir a outra equipe da Série A em 2026 — a diretoria optou por suspender a busca por reforços nesta janela.
Nas negociações, o Verdão subiu progressivamente as propostas: uma primeira oferta próxima de 20 milhões de euros que envolveu troca de jogadores, depois um pacote de 28 milhões (com 25 milhões fixos e até 3 milhões em bônus) e, por fim, sinalização de pagar o montante de forma integral, parcelado em três anos. A presidente Leila Pereira classificou o envio de propostas como um “grande esforço financeiro”.
O Botafogo, segundo relatos, decidiu em reunião com o entorno do atleta não aceitar as condições e não avisou formalmente o Palmeiras — o clube alvinegro ainda relacionou Danilo para a partida, publicou o momento da entrada do jogador e, nas redes, houve reação pública do atleta pedindo respeito à sua posição sobre oferta do Zenit. Com a janela brasileira aberta até setembro, o Palmeiras poderia tentar novamente, mas só obteria disponibilidade do jogador para Copa do Brasil e Libertadores, cenário considerado incompatível com o vulto do investimento.
Internamente, o clube já havia fechado com Barboza e adotou Danilo como alvo único no mercado. A avaliação técnica era de que o meia seria uma oportunidade para aprimorar o elenco, não uma necessidade absoluta. A escolha por não ampliar despesas dá a tônica de uma aposta na manutenção da espinha dorsal comandada por Abel Ferreira — movimento prudente do ponto de vista financeiro, mas que também deixa o time sem reforço buscado para qualificar o meio-campo nesta reta final.