O Palmeiras reforçou nas últimas semanas a ofensiva comercial sobre o uniforme. A diretoria está próxima de fechar dois novos acordos para espaços distintos: a barra do calção e a área frontal entre o escudo e o logo da Puma. Os nomes dos futuros patrocinadores ainda não foram divulgados, mas o movimento amplia a oferta de ativos disponíveis.
A estratégia faz parte de um objetivo claro: projetar receita superior a R$ 300 milhões na temporada. O clube já anunciou a chegada da Leapmotor, que estampará a parte de trás da camisa em um contrato de duas temporadas com aporte anual de R$ 20 milhões, além do fornecimento de veículos e possibilidade de ações via Lei de Incentivo ao Esporte.
A diretoria busca parcerias de longo prazo que deem previsibilidade financeira.
Além da Leapmotor, o Palmeiras mantém uma base de parceiros distribuídos pelo uniforme, como Sportingbet, Cimed, Sil, Uniasselvi e D’Italia. A pasta comercial trabalha para transformar espaços remanescentes em acordos de longo prazo, reduzindo exposição a receitas pontuais e aumentando previsibilidade orçamentária.
Há, contudo, decisões estratégicas que limitam ganhos imediatos: o clube optou por manter sem marcas a barra frontal da camisa e o meião, preservando elementos da identidade do time. No caso das categorias de base, o espaço principal segue vago desde o fim do vínculo com a Fictor, e a diretoria avalia incluí‑lo em pacotes combinados ou negociar à parte.
Do ponto de vista fiscal e político, a aposta em parcerias duradouras tende a trazer estabilidade, mas também exige cuidado para não saturar a peça com muitas marcas, o que pode desgastar a percepção do produto comercial. O movimento mostra um Palmeiras mais agressivo na monetização, mas ainda atento ao equilíbrio entre receita e imagem institucional.
A estratégia preserva áreas sem marca, mas mira em acordos que elevem a receita do clube.