O Palmeiras entra em campo nesta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), no Maracanã, para disputar a primeira partida da semifinal da Copa Libertadores contra o Fluminense. A novidade da escalação é a ausência de Vitor Roque, que desfalca a equipe no jogo de saída. Para Abel Ferreira, a missão é chegar à quarta final em sete edições, agora com um elenco bastante renovado e lideranças que surgem de dentro do próprio grupo.

A mudança no vestiário é visível: dos titulares do título de 2021, permanecem apenas Gustavo Gómez e Piquerez, enquanto o núcleo que disputou a decisão de 2025 quase se manteve — 13 dos 16 nomes seguiram no clube para 2026. Essa mescla faz do Palmeiras uma equipe diferente em personalidade, mas com a ambição tradicional da Academia de Futebol: transformar talento jovem em resultado imediato.

Um dos exemplos desse processo é Andreas Pereira. Contratado na temporada anterior, o meia ganhou papel tático e peso no ambiente do clube, aproximando-se da torcida e assumindo protagonismo nas horas decisivas. Complementando essa liderança emergente, a chegada de Marlon Freitas trouxe experiência e voz no grupo — papel que o clube entendeu como necessário após a reformulação do elenco no último ano.

No campo, a trajetória até aqui não foi tranquila: o time passou em segundo lugar na fase de grupos, precisou eliminar o Cerro Porteño e sofreu sustos nas oitavas contra a LDU, avançando somente nos pênaltis após drama na altitude. Mais do que um aviso, esses episódios reforçam que o elenco acumulou 'casca' competitiva — argumento que o Palmeiras tenta transformar em vantagem para as decisões que ainda disputa na temporada.

A primeira partida no Maracanã antecede o duelo de volta, marcado para o Nubank Parque na próxima semana. A vaga na final terá impacto direto na avaliação do trabalho de Abel e no projeto de formação de lideranças internamente: é a oportunidade de consolidar um novo ciclo com resultados, ou a hora de expor limitações que ainda existem no plantel renovado.