O Palmeiras chegou a quatro jogos sem vencer ao perder por 3 a 2 para o Fluminense, neste sábado, no Maracanã, pela 23ª rodada do Brasileirão. A sequência é a pior da temporada e transforma a derrota em episódio de alerta: o desempenho ruim voltou a expor fragilidades que já vinham sendo sinalizadas em partidas recentes.
Abel Ferreira modificou a proteção defensiva, sem o trio de zagueiros que vinha usando — mudança condicionada pela ausência de Barboza e pela falta de ritmo de Bruno Fuchs. Gómez e Murilo formaram a dupla central, com Giay e Piquerez pelos lados. Do trio, apenas Piquerez teve desempenho destacável, já que falhas de Giay e Murilo resultaram diretamente em gols adversários.
O problema não se restringe à defesa. O meio-campo e o ataque também não funcionaram como exigido num momento decisivo: Arias, Marlon Freitas e Andreas Pereira não conseguiram dar equilíbrio, Vitor Roque segue sem reencontrar a forma desde a lesão, e a produção ofensiva ficou aquém do necessário, mesmo com sinais positivos de jogadores como Mauricio.
O problema técnico se reflete em consequências concretas. A gordura da liderança no Brasileirão pode diminuir — o Flamengo pode reduzir a diferença nesta rodada — e a eliminação moral nas quartas da Copa do Brasil, com derrota por 3 a 2 para o Fortaleza, não trouxe alívio. Na Libertadores, o empate por 1 a 1 no jogo de ida força o Palmeiras a buscar uma vitória em Assunção: a vaga deixou de ser objetivo secundário e virou medida imediata para evitar que o desgaste se transforme em crise institucional e esportiva.