O Palmeiras se manifestou na tarde deste sábado após críticas de torcedores sobre a venda de ingressos para a final da Libertadores, contra o Estudiantes, marcada para 28 de novembro no estádio Centenário, em Montevidéu. A cota do clube — 12.750 entradas — se esgotou em cerca de três horas, com prioridade para sócios do programa Avanti.

Sócios relataram que migraram para o Plano Diamante (R$ 855,36 por mês) para acessar a pré-venda, o que deixou torcedores com planos mais baratos sem chance de compra. A Mancha Alviverde também divulgou nota reclamando da dificuldade de conseguir ingressos.

Nenhuma agremiação do futebol brasileiro atua de maneira tão firme contra a revenda ilegal de ingressos quanto o Palmeiras.

O Verdão afirmou que a quantidade de ingressos exclusiva é menor que o total de sócios aptos à primeira compra e destacou que a Conmebol é responsável direta pela comercialização. Ainda assim, o clube disse que se colocou à disposição para auxiliar na apuração de possíveis irregularidades.

Os bilhetes reservados ao Palmeiras são da categoria 3, vendidos a US$ 95 (cerca de R$ 516), na área atrás do gol; a Conmebol anunciou nova venda da categoria 2, para setor misto, na próxima quarta-feira. A área exclusiva do Palmeiras não terá nova comercialização prevista, mas há pacotes à venda pela Palmeiras Travel, da Century Travel e Turismo.

Um dos pacotes anunciados custa R$ 13.975, com passagem de Guarulhos a Montevidéu, traslado, seguro e coordenação, sem hospedagem; o voo fretado citado é da Placar, empresa ligada a Leila Pereira. O preço e a relação entre clube e agência motivaram queixas sobre conflito de interesses. O Palmeiras afirmou que a Century contratou diferentes companhias, que os valores são da agência e que o clube recebe royalties.