O clássico contra o Santos, na quarta-feira, chega com um problema claro para o Palmeiras: as dúvidas em torno de Vitor Roque e Ramón Sosa. Roque ainda se recupera de entorse no tornozelo direito sofrida no Dérbi; Sosa saiu de Barueri com dores na coxa e não foi avaliado pelo Núcleo de Saúde e Performance antes da folga do elenco.

Sosa vinha preenchendo uma lacuna que se abriu com a ausência de Roque. Ele entrou como titular contra o Bragantino — depois de constar na súmula no lugar de Flaco López — e foi peça importante no ataque palmeirense, participando de jogadas profundas, teve gol anulado por impedimento e também desperdiçou um pênalti. Sua possível ausência tira do time uma alternativa de verticalidade que Abel vinha buscando.

Abel já havia tentado deslocar Flaco López para essa função sem sucesso pleno: o camisa 9 oferece presença, mas tem mostrado limitação ao romper linhas adversárias com a mesma consistência de Roque ou Sosa. Com Allan vendido e Paulinho em tratamento por trauma na panturrilha, as opções realmente verticais ficaram reduzidas. Flaco e Jhon Arias, que formam a dupla titular mais natural, seguem como base; Felipe Anderson e os meia-atacantes Maurício e Andreas Pereira (de volta após suspensão no Brasileiro) aparecem como alternativas.

A consequência prática é que o técnico pode ser forçado a ajustar a estratégia: menos jogo em profundidade, mais variação pelo meio e maior trabalho coletivo para furar linhas compactas — cenário que exige tempo de treino num calendário que mistura Brasileirão e mata-mata. A partida pela 33ª rodada acontece às 19h30 (de Brasília) na Vila Belmiro; a projeção das opções disponíveis deverá balizar as escolhas de Abel e podem indicar quanto o elenco suporta oscilações no setor ofensivo.