Passada a pausa da Copa do Mundo, o Palmeiras reaparece como líder do Campeonato Brasileiro e com a Libertadores como prioridade clara para o segundo semestre. Com vantagem na tabela e vaga garantida nas fases decisivas de Copa do Brasil e da própria Libertadores, o clube concentra esforços para transformar favoritismo em título de expressão.

A estratégia passou por poucas mudanças no elenco: reforços pontuais no início do ano e a chegada do zagueiro Barboza para a reta final. A diretoria tem evitado vender peças-chave, aposta na recuperação de atletas como Paulinho e Vitor Roque e busca impedir o desgaste que minou rendimento na reta final da temporada anterior.

No mercado, o alvo evidente é o volante Danilo, do Botafogo, entendimento visto como essencial para ampliar opções táticas de Abel Ferreira e permitir movimentações como posicionar Andreas Pereira mais aberto pelo lado direito. Anderson Barros mantém negociações com estafe e clube carioca, enquanto o Palmeiras avalia saídas apenas de jogadores com menor utilização.

Além do aspecto técnico, há pressão financeira: o clube projetou R$ 400 milhões em vendas para 2026 e, até maio, realizou parcela das receitas esperadas. Renovações importantes, como a de Gustavo Gómez, e a gestão do fim do mandato de Leila Pereira em 2027 colocam ainda variável política na equação. O desafio é claro: transformar controle de elenco e mercado em consistência suficiente para conquistar a Libertadores sem comprometer as contas.