O Palmeiras conquistou a vaga nas quartas da Libertadores em um jogo marcado por chuva, arquibancadas vibrantes e pouca criação técnica. Abel Ferreira ajustou a equipe para resistir ao ritmo adversário: formação com três zagueiros e aposta na imposição física como ferramenta para neutralizar o Cerro Porteño e chegar vivo ao ataque.
Aos 41 minutos do primeiro tempo, em lance originado de escanteio cobrado por Arias, Gustavo Gómez subiu mais alto e cabeceou para abrir o placar. Antes do gol, o time paulista teve dificuldades para encaixar as transições, sofrendo pressão inicial dos donos da casa, que empurraram mais de 40 mil torcedores na Nueva Olla.
No segundo tempo sobrou intensidade e faltou futebol vistoso. Vitor Roque tentou levar vantagem pelo lado esquerdo, mas foi substituído à medida que o desgaste físico aumentou. Abel respondeu com mudanças defensivas e médios de proteção, priorizando manter a vantagem no placar mais do que ampliar o jogo ofensivo.
Nos minutos finais o goleiro Carlos Miguel apareceu como peça decisiva, com defesas em tentativas de Jonatan Torres e Vegetti que ameaçaram o resultado. O triunfo, construído na transição entre bola parada, marcação e resistência, dá ao Palmeiras a passagem às quartas — resultado que confirma a leitura tática de Abel, mas também expõe a necessidade de mais criatividade para os desafios adiante.