Se o Palmeiras sair do jogo desta quarta-feira às 21h30 (de Brasília) sem sofrer gols, estará na final da Conmebol Libertadores de 2026. O cenário coloca uma responsabilidade direta sobre a defesa do Verdão, que tem no trio formado por Murilo, Gustavo Gómez e Barboza a principal referência para segurar o empate por 1 a 1 conquistado no Maracanã.
A formação com três zagueiros ganhou sequência após a última Data Fifa: Abel Ferreira recorreu ao trio nas últimas partidas e, quando Gómez ficou suspenso contra o Athletico-PR, foi Bruno Fuchs quem entrou sem alterar a linha de resultados. Nas sete partidas em que o trio titular atuou junto, o time venceu todas e sofreu apenas três gols — índice que sustenta a aposta na dupla central e no uruguaio Barboza.
O esquema também permite que os laterais, Giay e Piquerez, avancem com mais liberdade, formando uma linha de cinco quando necessário e oferecendo equilíbrio entre proteção e saída de bola. No Maracanã, mesmo com menos posse, a defesa controlou os riscos; o único gol sofrido na ida veio já nos acréscimos, em saída equivocada do atacante Carlos Miguel.
Além do aspecto técnico, há um peso histórico e institucional: a vaga importa para transformar o equilíbrio obtido fora de casa em uma quarta final nas últimas sete edições da competição. Murilo enfatiza a responsabilidade do grupo e a necessidade de concentração desde os primeiros minutos — receita necessária para que a consistência defensiva vista na sequência se traduza em classificação no Nubank Parque.