O Palmeiras saiu do Maracanã com uma vitória valiosa por 2 a 1 e a vantagem do empate para decidir a vaga em casa. O placar, porém, não foi totalmente tranquilizador: o gol sofrido nos acréscimos deixou o adversário vivo e ressaltou uma falha pontual em momento decisivo. Abel Ferreira, suspenso, acompanhou o jogo fora do banco, e o time precisará ajustar a pequena margem de erro até a volta.

A equipe de São Paulo montou um 5-4-1 que funcionou bem defensivamente. Giay, Murilo, Gómez, Barboza e Piquerez sustentaram a primeira linha e limitaram as chances do Fluminense, que teve mais posse (64%). O Palmeiras, mesmo com apenas 36% da posse, foi letal nas oportunidades: Flaco López abriu o placar nos acréscimos do primeiro tempo após uma chance rara, e o sistema defensivo permitiu segurar a pressão inicial dos donos da casa.

No segundo tempo, as mudanças deram resultado: entradas como as de Mauricio, Felipe Anderson e Sosa deram velocidade e perigo ao contra-ataque. Uma das substituições finalizou em cima de Fábio; outra originou a assistência que permitiu a Marlon Freitas ampliar para 2 a 0. O resultado até permitia um eventual revés magro na volta, mas uma saída errada de Carlos Miguel nos acréscimos originou o gol tricolor que manteve a eliminatória em aberto.

O triunfo premiou organização e eficiência nas chances claras, mas a margem apertada lembra que a vaga não está definida. O Palmeiras volta ao Nubank Parque com a necessidade de controlar nervosismo e evitar erros individuais que possam custar caro. Em mata-mata continental, vantagem de empate é valiosa — mas a prioridade segue sendo transformar disciplina defensiva em segurança até a partida decisiva.