O Palmeiras volta à disputa das oitavas de final da Copa Libertadores nesta quarta-feira, às 19h (de Brasília), quando recebe o Cerro Porteño no Nubank Parque. O duelo de ida tem peso extra: pela primeira vez desde a semifinal de 2021, o time alviverde terá de decidir a vaga como visitante, cenário que interrompe um padrão de vantagem que o clube conquistou ao longo das campanhas recentes — foi dono da melhor campanha geral nas edições de 2022, 2023 e 2025. Espera-se a presença de quase 40 mil torcedores para pressionar a recuperação.

O contexto doméstico amplia a responsabilidade. Apesar de liderar o Brasileirão com seis pontos de frente sobre o Flamengo — e um jogo a mais — o Palmeiras vive queda de rendimento como mandante: nos últimos cinco jogos em casa pelo Campeonato Brasileiro acumulou três empates, uma derrota e uma única vitória. No recorte pós-Copa do Mundo, o time perdeu por 2 a 1 para o Atlético-MG e ficou no 0 a 0 com o Internacional no último domingo, ritmo que acende de vez a necessidade de reencontrar eficiência diante da sua torcida.

No plano tático, Abel Ferreira já sinalizou que o adversário pode travar o jogo com um ferrolho, e a equipe precisa de alternativas para furar defesas compactas. Arias, que lidera o elenco em desarmes, fez um apelo à presença e à energia do torcedor: pediu que a arquibancada empurre o time para cima, lembrando a importância de recuperar a força do estádio. O recado é político e prático: sem retomada de domínio em casa, qualquer vantagem sobre o Cerro se torna mais frágil na definição no Paraguai.

O confronto de volta será disputado na próxima semana, em Assunção, e o classificado enfrentará nas quartas o vencedor entre Mirassol e LDU, do Equador. Para o Palmeiras, a obrigação imediata é reduzir o desgaste provocado pelos resultados recentes e reafirmar autoridade em cena continental — falhas nesta noite têm custo direto na estratégia do clube na competição e na percepção de estabilidade da comissão técnica.