O Palmeiras recebe o Cerro Porteño nesta quarta-feira, às 19h, no Nubank Parque, pela ida das oitavas da Conmebol Libertadores. O adversário paraguaio chega com mudanças significativas no elenco: o clube contratou oito jogadores no período mais recente e inscreveu cinco (Manuel Roffo, Iván Ramírez, Alexis Cañete, Lucas Merolla e Ariel Gamarra) para as oitavas, além do retorno do atacante Juan Iturbe após período no departamento médico.

A reformulação foi acompanhada por uma lista de 15 saídas. Entre elas, a perda de Alexis Martín Arias — goleiro titular por quase três anos — é a mais contundente e altera a dinâmica do time dentro da área. Fora de campo, os resultados no campeonato paraguaio acendem dúvidas: o Cerro perdeu três das últimas quatro partidas, cenário que levou o técnico Ariel Holán a reconhecer a necessidade de maior efetividade do grupo.

No aspecto tático, a formação não deve sofrer revoluções: Holán costuma montar um 4-4-2 que se tranforma em 5-3-2 na recomposição defensiva, com Robert Piris da Motta alternando entre meio e defesa. Dos jogadores que vinham atuando como titulares na fase de grupos, apenas Velázquez, Fabricio Domínguez, Morel e Pablo Vegetti aparecem entre os prováveis para o primeiro jogo — sinal de que a rotatividade e as alterações no elenco são reais.

O Cerro abre o confronto sabendo que terá a vantagem de decidir em Assunção, mas a sequência de resultados e a significativa movimentação no elenco reduzem a previsibilidade do time. Para o Palmeiras, o desafio é neutralizar a referência ofensiva Vegetti e lidar com o retorno de Iturbe, sem subestimar a capacidade de pressão dos reforços recém-chegados. Antes do segundo jogo, o Ciclón ainda tem compromisso pelo campeonato local, um fator que pode influenciar preparação e desgaste.