O Palmeiras derrotou a Chapecoense por 1 a 0, neste domingo, no Allianz Parque, em partida decidida apenas nos acréscimos, com duas intervenções do VAR que modificaram o desfecho. O resultado mantém o time paulista na liderança do Campeonato Brasileiro, com 41 pontos, enquanto o Flamengo aparece com 34 e um jogo a menos.
A sequência polêmica começou aos 49 minutos do segundo tempo, quando Ítalo aproveitou sobra na área e bateu para empatar. O árbitro Felipe Fernandes de Lima chegou a confirmar o gol, mas, após recomendação do VAR e três minutos de espera, foi ao monitor e, aos 55, anulou a jogada apontando falta do zagueiro Murilo. A revisão não encerrou a controvérsia: o VAR, comandado por Guilherme Dias Camilo, pediu nova checagem e, aos 61, Felipe Fernandes assinalou pênalti em disputa entre Khellven e Neto Pessoa.
Na cobrança, Bolasie acertou o travessão e a Chapecoense desperdiçou a chance de empatar. Antes disso, aos 42 do primeiro tempo, o palmeirense Allan havia sido expulso por pisão em disputa com Giovanni Augusto — lance em que a arbitragem de campo manteve a decisão sem recorrer ao VAR. O comentarista PC Oliveira avaliou que o árbitro errou ao anular o gol da Chapecoense e acertou ao marcar o pênalti, um ponto que alimenta a discussão sobre critérios e consistência nas revisões eletrônicas.
A sucessão de checagens e a decisão final nos acréscimos deixaram a partida marcada pela incerteza até o apito final. Para a Chapecoense, resta o desgaste de ver uma igualdade que parecia consumada vir rechaçada pelo VAR; para o Palmeiras, a vitória preserva a vantagem na tabela, mas aumenta o foco sobre a arbitragem em momentos decisivos. O episódio volta a colocar em evidência a necessidade de uniformidade nos critérios de uso do monitor e do VAR em partidas decisivas.