O Panamá encerrou sua segunda participação em Copas do Mundo sem pontuar e, pela primeira vez na história do torneio moderno com 48 seleções, ficou como a única equipe a não marcar um gol. A derrota por 2 a 0 para a Inglaterra, neste sábado (27), confirmou a eliminação na fase de grupos após resultados anteriores: 1 a 0 para Gana e 1 a 0 para a Croácia.
O dado coloca o Panamá numa lista inesperada que inclui até a França de 2002, que ficou sem marcar na Coreia do Sul e Japão — quatro anos após o título de 1998. Também aparecem casos antigos, como a Holanda em 1938 (formato mata-mata), a Bélgica em 1930 e a Bolívia, que tem o curioso histórico de não ter marcado em duas edições (1930 e 1950).
O fato interrompe uma sequência de três Copas (2014, 2018 e 2022) em que todas as seleções participantes conseguiram ao menos um gol, o que ajuda a dimensionar a magnitude da limitação panamenha neste Mundial. Mais do que um número, o 0 no quadro de gols evidencia deficiências ofensivas e aponta fragilidades no projeto técnico do país.
Além do constrangimento estatístico, o desempenho acende questionamentos objetivos: pressão sobre a comissão técnica, necessidade de revisão de formação de base e eventual cobrança da federação por investimentos estruturais. Para um país que busca afirmar-se no palco mundial, tratar o problema como prioridade é condição mínima para evitar repetições.