A Editora Panini marcou para 1º de maio o lançamento do álbum oficial da Copa do Mundo de 2026. O produto chega ao mercado com 980 figurinhas — bem acima das 670 da edição anterior — e estreia logo após a rodada final da repescagem das Eliminatórias. A mudança acompanha a ampliação do torneio, que terá 48 seleções pela primeira vez.

A configuração dos pacotes também foi alterada: cada pacote trará sete cromos e custará R$ 7. Na Copa de 2022, os pacotinhos vinham com cinco unidades e eram vendidos a R$ 4. Do total de figurinhas anunciadas, 68 serão especiais. A pré-venda com todas as versões do álbum e pacotes já está disponível no site da editora.

Com 980 figurinhas, o álbum acompanha a ampliação da Copa para 48 seleções e fica mais volumoso para completar.

A empresa definiu preços para várias versões: o álbum em brochura tem preço sugerido de R$ 24,90; edições em capa dura variam entre R$ 74,90 e R$ 79,90, conforme o acabamento; e uma versão premium, com uma caixa especial contendo 40 pacotes, sai por R$ 359,90. O conjunto de aumentos e opções mais caras amplia a receita potencial por coleção.

Além do impacto direto no faturamento da Panini, a mudança afeta a relação custo-benefício para colecionadores. Embora cada pacote traga mais cromos, o preço por unidade sobe de cerca de R$ 0,80 para R$ 1,00 — uma elevação de aproximadamente 25% no custo por figurinha. Para famílias e jovens colecionadores, a soma de pacotes necessários para completar 980 itens torna a empreitada mais cara e menos acessível.

O resultado provável é uma tensão entre escala e acessibilidade: a expansão da Copa exige mais conteúdo e justifica versões premium, mas também pode estimular mercado secundário e maior seletividade na compra por parte do público. Resta acompanhar a adesão nas primeiras semanas de pré-venda e como a editora equacionará volume vendido e percepção de preço pelos consumidores.

O aumento no preço por pacote, mesmo com mais cromos, eleva o custo por figurinha e pode reduzir a acessibilidade da coleção.